Clima entre taxistas, moto-taxistas e Uber não agrada a sociedade nem os parlamentares em Parauapebas

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Após a Sessão Ordinária realizada na Câmara Municipal de Parauapebas no dia 31 de outubro, alguns dos vereadores receberam na sala de reunião da presidência, membros e representantes das cooperativas de transportes coletivos do município de Parauapebas.
Na ocasião os profissionais debateram com os vereadores sobre questões que buscam do legislativo além de um auxílio para atualizar o serviço fornecido à comunidade a fins de criarem um serviço para concorrer com o Uber, onde a população solicita o transporte pelo celular através de um aplicativo sendo bem mais prático e fácil.

Alguns dos vereadores citaram também que é necessária uma readequação do transporte coletivo, devido à crise em que o País se encontra, e que caso a lei que estabelece o Uber fosse aprovada em âmbito federal, o Legislativo Municipal não poderia editar a lei que inviabilizasse o fornecimento do serviço prestado pelo mesmo.
Depois dessa grande reunião, alguns acontecimentos na cidade vêm chamando a atenção das pessoas tornando o clima cada vez pior entre o Uber e o restante dos profissionais de transporte coletivo de Parauapebas.

No início desta semana, na noite do último domingo (5), uma motorista do aplicativo foi parar na delegacia junto a um taxista após um desentendimento por conta do transporte Uber que segundo alguns da categoria dos taxistas, diz não ser amparada por lei.
De acordo com informações colhidas pela equipe de reportagem, o tumulto e a confusão teve início próximo ao Ginásio Poliesportivo localizado no bairro Beira Rio, momento em que a motorista do Uber recebeu uma solicitação de corrida no aplicativo e se dirigiu ao local para apanhar um casal de passageiros.

Ao presenciar a cena, um taxista teria supostamente ameaçado a motorista do Elza Santos Nascimento, e em meio a desavença quebrou o para-brisa traseiro do Uber, modelo Chevrolet Classic com placas QKF-3977, com uma pedra que teria sido supostamente jogada por um dos taxistas.

Com a confusão se agravando a polícia foi acionada chegando ao local poucos minutos depois conduzindo tanto o taxista e a Uber quanto os seus passageiros. Todos foram encaminhados para a 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas onde na ocasião o motorista do taxi foi apresentado como autor do delito em que quebrou o para-brisa do carro de Elza Santos, porém o taxista negou a acusação.

Depois de alguns minutos, taxistas e moto-taxistas superlotaram a Delegacia de Polícia protestando contra a detenção do seu colega de profissão, suspeito de ter quebrado o para-brisa do Uber.
Após todos serem ouvidos e darem seus depoimentos, Elza Santos motorista do Uber, se deslocou para sua casa, porém notou que estava sendo seguida e logo retornou para a delegacia e solicitando que o delegado a deixasse em sua residência com segurança pois segundo ela, estava sendo ameaçada pela classe dos taxistas e moto taxistas.

O taxista acusado de ter quebrado o carro de Elza também foi liberado após seu depoimento, e o carro da vítima foi encaminhado para o IML onde passaria pela perícia para ser anexado ao processo. Se contatado o delito, o taxista pode ser preso e ficará à disposição da justiça.

Esse acontecimento serviu para dividir mais ainda as opiniões dos munícipes de Parauapebas onde a maior parte apoia a causa Uber, sendo que os mesmos alegam que devem e tem o direito de escolherem o que realmente querem para o transporte coletivo de sua cidade.

Já a classe dos taxistas e moto-taxistas não estão felizes com tudo isso.
Magno Holanda de Oliveira adquiriu uma concessão de taxi a aproximadamente 3 anos e ressalta que após a chegada do Uber na cidade de Parauapebas, a queda em seus passageiros aumentou disparadamente afetando não só ele mais seus companheiros de trabalho.

“Eu não tenho nada contra o Uber muito menos contra quem queira utilizar os serviços do aplicativo, porém acho que é injusto como o mesmo tem afetado nossa classe. O mesmo não é vistoriado por nenhum órgão competente e nos da classe dos taxistas temos que fazer parte de uma cooperativa além de termos que ter alvará para funcionamento inclusive em uma ocasião, meu carro não pode rodar pelo simples fato de um dos pneus está desgastado, tive que trocar pois acredito que todos os táxis são vistoriados pelo DMTT e assim como o meu, os outros também não podem rodar com nenhuma irregularidade” disse Magno Holanda de Oliveira, proprietário do taxi 38 na rodoviária de Parauapebas.

Magno também falou que o que ele e boa parte de sua classe desejam é que o Uber e seus motoristas sejam vistoriados não por órgãos privados, mas sim pelos públicos assim como os taxistas e moto-taxistas, pois assim ficaria um pouco mais justo a disputa entre as duas classes. Vale ressaltar que o Uber tem divido opiniões na cidade tanto na população quanto no parlamentar.

Texto e fotos: Rodrigo Melo

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