Fazendeiros interditam PA 275 reivindicando contra ações de representantes do MST

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Na madrugada da terça-feira (10), por volta das 05h: 30min, fazendeiros interditaram a PA275, trecho localizado entre Parauapebas e o município de Curionópolis, ateando fogo em pneus velhos próximo ao Assentamento do MST Frei Henri. O motivo que os levou a realizar a manifestação foi o fato de os assentados estarem cometendo delitos contra os fazendeiros.
Em entrevista com o fazendeiro Darlon Lopes “Estamos interditando porque os integrantes do MST desse assentamento ao lado da gente estão matando o gado, atirando nos vaqueiros cortando as cercas e roubando as estacas. Já fizemos umas ocorrências só que ninguém tomou nenhuma providência”, explica Darlon.
Ainda de acordo com o Darlon, a via só será liberada quando as autoridades reunirem com os manifestantes. “Ficaremos aqui até eles chegarem”, afirmou. A manifestação seguiu até que um representante do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e a delegada de Conflitos Agrários reuniram com os proprietários das fazendas para resolver os problemas pautados.


Ao falar sobre o assunto, um dos coordenadores do assentamento Frei Henri conhecido como Neguinho, disse que as afirmações dos fazendeiros não são verdadeiras, e que apenas estão tentando condená-los, mas que respeita o direito deles de se manifestarem, porém quem tem que resolver isso é governo. “Nós nunca fizemos nada disso que eles estão dizendo, nunca passamos pro lado de lá, sempre respeitamos o limite da área destinada para nós, muito menos matamos gado de alguém, e com relação à cerca, o próprio gado deles que destroem porque querem passar para o nosso lado para comer nossa plantação”, destaca o coordenador.
Os assentados ocuparam a área há cinco anos e desde então a regularização da área destinada para eles está na justiça. De acordo com Neguinho já ganharam duas estâncias, faltando apenas a de Brasília para definir se o assentamento Frei Henri continuará funcionando no local.
“Não dá continuar esperando que aconteça algum outro conflito, assim como houve tempos atrás. Pedimos para que o INCRA resolva isso o mais rápido possível e regularize nossa situação” finalizou.

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