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Identificados novos casos de AIDS em Parauapebas no primeiro quadrimestre

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Analisando os dados do quadrimestre de 2014, quando foram realizados exames e diagnosticados 52 casos de AIDS em Parauapebas e o mesmo período deste ano que comprovaram 82, percebemos o aumento na identificação de novos pessoas com HIV positivo.
No ano passado foram confirmados 134 casos. Porém, o coordenador do Centro de Testagem e Aconselhamento de Parauapebas (CTA), Alan Miranda acredita que no final de 2015 seja provável que possam ser atingidos 200 registros de pessoas com a doença. “Isso não é um número alarmista, a maioria de casos detectados são de pessoas que já possuíam a doença e só agora puderam fazer o teste. De qualquer forma cada um precisa fazer seu papel e se prevenir”, alerta o coordenador, ressaltando que a pessoa que já está infectada precisa buscar e ter uma qualidade de vida melhor.
De acordo com Alan Miranda a meta é diagnosticar o maior número possíveis de infectados. Os números de casos de AIDS sempre aumentam pelo fato de haver sempre mais testes de HIV na maior parte da população. A disponibilização de mais testes consequentemente obtêm resultados de mais registros de pessoas com a doença. Como por exemplo: se no primeiro quadrimestre do ano de 2014 foram realizados de 800/1000 testes, no quadrimestre deste ano (2015) foram realizados com 2400 pessoas. Ou seja, quando disponibilizam mais testes à população, a tendência é que o diagnóstico amplie.
O indicador de casos da doença nunca é favorável para se reduzir, porque a Aids é uma conotação de índice sexual muito alta, principalmente com os jovens, não há possibilidade de se ter domínio da vida sexual das pessoas.
“As pessoas dizem que usam camisinha, mas quando estão entre quatro paredes não usam, e na maioria das vezes se relacionam com a pessoa por aparência. Então esses valores que nos dias de hoje são muito frágeis, torna de uma certa forma a pessoa vulnerável à epidemia. Hoje ninguém mais tem cara de Aids, a pessoa pega AIDS e continua bonito(a), sarado(a), com aspecto saudável, muito menos possui a cara do Cazuza como ficou conhecido”, explica Alan Miranda, que é psicólogo e professor.
O coordenador ressalta ainda que os pacientes que fazem o tratamento corretamente tem uma qualidade de vida – em tese- melhor, muito superior as que não o seguem. Porque existe uma complementação vitamínica, remédios, medicamentos que controlam disfunções orgânicas, mais exames, enfim. Seguindo corretamente o tratamento a estimativa é que o portador da doença viva normalmente por bastante tempo.
A taxa esperada de mortalidade das pessoas com o vírus da Aids é de 20% no País. Se considerarmos que em Parauapebas 800 pessoas possui o vírus e 500 seguem o tratamento correto, 20% seria um total de 100 pessoas, ou seja no ano passado morreram 13 infectados. Neste ano 3 pessoas já faleceram. Sendo assim a taxa de Parauapebas não chega a 10% dos casos que a população possui. Isso é o que o CTA considera um indicador positivo, que é a redução de mortes e uma qualidade de vida melhor que resulta do tratamento adequado as pessoas.
A Aids pode ser transmitida por meio da relação sexual sem proteção (camisinha), com o contato desprevenido do sangue, fluidos vaginais, leite materno, contato com a boca (se houver afta) e pelo uso inadequado de seringas, no parto e aleitamento do bebê caso a mãe seja portadora, são as principais formas de contágio.
O uso da camisinha é o meio mais seguro de se prevenir contra o HIV/aids e contra outras doenças sexualmente transmissíveis.
Seringas e agulhas não devem ser compartilhadas.
Toda gestante deve ser orientada a fazer o teste do vírus da aids (o HIV) e, em caso de resultado positivo, ser informada sobre os seus direitos e os de sua criança e sobre a importância de receber os cuidados recomendados pelo Ministério da Saúde, antes, durante e após o parto, para controlar a doença e prevenir a transmissão do HIV para o filho.
Todo cidadão tem direito ao acesso gratuito aos antirretrovirais. A boa adesão ao tratamento é condição indispensável para a prevenção e o controle da doença, com efeitos positivos diretos na vida da pessoa com HIV.
(Texto: Luís Bezerra / Colaboradora: Thaty Pereira)

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