MPF faz audiência pública em para debater impacto de Belo Monte no PA

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O Ministério Público Federal (MPF) realiza, nesta terça-feira (21), uma audiência pública em Altamira para discutir o impacto da hidrelétrica Belo Monte na vida dos moradores da região do rio Xingu cuja vazão foi diminuída por conta por conta da usina. O evento é aberto, está previsto para começar as 9h no Centro de convenções de Altamira e deve contar com a participação de representantes do Ibama, Semas, Funai e a Norte Energia.

O MPF visitou a região da Volta Grande do Xingu em maio de 2016, e constatou que as comunidades locais estão abandonadas. Segundo o órgão, a transformação do ambiente pela barragem tirou o sustento dos ribeirinhos que dependiam do rio, provocando mudanças de uma forma que as comunidades tradicionais sequer conseguem compreender. Com isso os  nativos vivem com medo de ter de abandonar sua moradia tradicional.

De acordo com o site oficial da usina, Belo Monte melhorou a vida de 5.000 famílias que vivem em palafitas. O site também informa que entre 2007 e 2010 foram realizadas 12 consultas públicas; dez oficinas com a comunidade que vive na área do empreendimento; fóruns técnicos em Belém e no Xingu; visitas a mais de quatro mil famílias; quatro audiências públicas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com mais de seis mil pessoas; e 30 reuniões da Fundação Nacional do Índio (Funai) em aldeias indígenasEmpreendimento Belo Sun pode causar danos irreparáveis a comunidades ribeirinhas e indígenas que vivem na região da volta grande do Xingu, no Pará. (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Empreendimento Belo Sun pode causar danos irreparáveis a comunidades ribeirinhas e indígenas que vivem na região da volta grande do Xingu, no Pará. (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Mineração

Além da diminiução da vazão do rio Xingu na região da Volta Grande, a audiência também irá debater os possíveis impactos do projeto de mineração da empresa Belo Sun em Senador José Porfírio, cuja licença para extração de ouro foi concedida pelo governo em fevereiro de 2017.

De acordo com o MPF, a autorização foi concedida sem que existam estudos sobre as consequências ambientais deste projeto. Segundo o governo do Pará, foram três anos de análises para a liberação desta licença, e a expectativa é que o projeto gere 2.100 empregos diretos na fase de implantação, e 526 na fase de operação.

 

Serviço: A audiência pública será nesta terça-feira (21), de 9h a 18h, no Centro de Convenções de Altamira, que fica na rua Acesso Dois S/n, bairro Premem.

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