Município perde cerca de 1,5 milhão com manifestações da FNL

0
137

Foram liberadas após dois dias de interdição da portaria de Carajás, rodovia Faruk Salmen e Estrada de Ferro Carajás, que estavam sendo bloqueadas pelos manifestantes da Frente Nacional de Luta (FNL).

As manifestações tiveram início na segunda-feira, 27, por volta das 4h da manhã, onde representantes de vários assentamentos fecharam a rodovia Faruk Salmen, portaria de Carajás e a Estrada de Ferro.

Com faixas e cartazes os manifestantes pediam melhorias para os assentamentos e cobram a construção de uma escola que segundo eles foi iniciada, mas não concluída, prejudicando centenas de crianças.

“As estradas estão intrafegáveis, uma escola começou a ser construída em 2014 e era para ter sido inaugurada em março de 2015, avaliada em 990mil reais, já gastaram mais de meio milhão nesta escola e ainda não concluíram. Também estamos cobrando recursos para a saúde e investimento em agricultura” disse o senhor José Ribamar Apinajés.

Segundo a Vale com os dois dias de interdição o município deixou de arrecadar  cerca de  cerca de R$ 1,5 milhão de CFEM – Contribuição Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) paga pelas empresas mineradoras.

Em nota a Mineradora disse que:

A Vale informa que a estrada de ferro Carajás foi liberada no final da noite desta terça-feira, 28/11, pelos manifestantes da Frente Nacional de Luta (FNL). A portaria de Carajás e a rodovia Faruk Salmen foram desbloqueadas à tarde, após dois dias de interdições, que foram iniciadas na madrugada da segunda-feira. A ação provocou impactos às operações em Parauapebas e também em Canaã dos Carajás e trouxe prejuízos à região e à população local. O trem de passageiros volta a circular na quinta-feira.

Com os dois dias de interdição, o município de Parauapebas deixou de arrecadar cerca de R$ 1,5 milhão de CFEM – Contribuição Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) paga pelas empresas mineradoras. O valor é repassado ao Estado, Distrito Federal, Municípios e aos órgãos da administração da União, para aplicação em ações em benefício da população. As operações em Carajás e no S11D serão retomadas nesta quarta-feira.

A Vale repudia veementemente a ação criminosa e ilegal da Frente Nacional de Luta (FNL) e refuta as afirmações feitas por integrantes do movimento. Em nenhum momento, a empresa fez acordos com a FNL, como informado pelo movimento. A pauta de reivindicações foi acolhida pelos órgãos públicos competentes que, inclusive, reuniam-se com o grupo em encontros mensais, o que torna ainda mais injustificável a ação intempestiva da FNL.

(Samara Guimarães)

Deixe uma resposta