Operação quer responsabilizar 700 suspeitos de violência contra a mulher no Pará

Atividades envolvem todas as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher. Programação começa neste sábado (9) no interior paraense.

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Ação ajuda a combater a impunidade e a evitar que crimes mais graves possam vir a ocorrer com as mulheres, como o feminicídio - assassinato da mulher por sua condição feminina. — Foto KemmidoFreepik

A Polícia Civil, por meio da Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV) inicia neste mês de março a operação “Março com Rosas”, que tem o objetivo de combater a violência doméstica contra a mulher em todo Estado. As atividades, que envolvem todas as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams), querem responsabilizar criminalmente 700 suspeitos de crimes relacionados à violência doméstica e familiar e encaminhar os processos à Justiça.

A programação começa neste sábado (9), quando as Deams do interior paraense iniciam as ações de forma simultânea. Nos dias 19 e 30, o mutirão será realizado em Ananindeua e nos dias 23 de março e 6 de abril, será realizado em Belém. A operação conta ainda com atividades educativas, como palestras e orientações, que serão repassadas às mulheres durante este mês pelas delegadas das unidades especializadas.

De acordo com o Governo do Pará, as mulheres vítimas de violência estão cada vez mais denunciando seus agressores. Essa quebra de silêncio que tem sido fundamental para fomentar a discussão e a implantação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. Entre os anos de 2012 e 2013, o Pará era a quarta unidade da Federação que mais acionava a Central de Atendimento a Mulher, no número 180.

                                  Violência contra a mulher

Ao longo dos dias de festejos do Carnaval, pelo menos oito casos de feminicídio ou tentativas foram registrados no Brasil – os dados oficiais ainda serão divulgados. No Pará foi registrado um caso até o dia 6 de fevereiro, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). Em relação ao mesmo período do ano passado, o balanço mostra uma redução, já que em janeiro de 2018 foram sete casos.

Ao longo do ano passado, no total, foram registrados 59 casos, enquanto que em 2017 foram 49 ocorrências de feminicídio. Com relação a agressões físicas, em 2017 foram 3.872 ocorrências em todo o Estado. No ano seguinte, o número de ocorrências totalizou 3.957. Ao comparar o mês de janeiro de 2018 e 2019, o número de ocorrências é de 309 e 320, respectivamente.

Por G1 PA — Belém

 

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