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Peritos do Renato Chaves iniciam greve no dia 18

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Os peritos do Estado do Pará entram em greve a partir da próxima terça-feira, 18. Decisão ocorreu durante assembleia no auditório do Centro de Perícias (CPC) Renato Chaves, em Belém. Os trabalhadores querem reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
Segundo a Associação de Peritos Oficiais do Pará (Aspop), destes 362 servidores que atuam no Pará, apenas 30% dos peritos atenderão aos casos de flagrantes de drogas, locais de crime e liberação de cadáveres. De acordo com o diretor financeiro da Aspop, Edson Pantoja, dentro de 72 horas o Governo do Estado será informado sobre a decisão da greve. “Vamos ficar em greve até o Governo vir com uma proposta positiva. A gente não quer só conversa”.
Segundo ele, apenas em 2015 quatro reuniões foram realizadas entre os servidores e o Governo. Em nenhum delas as negociações avançaram. “O secretário de Segurança(Jeannot Jansen ) alega que as condições financeiras que o Estado está atravessando não dão condições de aumentar nossos salários”.
A categoria reivindica a implantação da remuneração escalonada, com aumento salarial anual de 32%, entre os anos de 2015 a 2018. Edson diz que o Governo contemplou os delegados da Polícia Civil e os oficiais da Polícia Militar com o aumento. Porém, os peritos da área da segurança pública foram excluídos.

TRABALHO

Outro reivindicação envolve as condições de trabalho. Edson denuncia que no interior do Estado os servidores precisam usar os próprios carros para chegar aos lugares de perícia.
“Faltam viaturas, equipamentos, aperfeiçoamento através de cursos. Nós não temos instrumentos para fazer perícia de documentos, uniformes adequados como coletes à prova de bala”, diz Pantoja. Os peritos já tinham feito uma paralisação no dia 3 de agosto, mas as negociações não avançaram. A assessoria do CPC informou que não ia se pronunciar sobre a greve.

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