SEU PASSADO TE CONDENA?

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O passado pode ser o carrasco ou o salvador de uma pessoa, depende do ponto de vista daquele com quem se vive ou convive! No entanto, para a própria pessoa, o passado só traz vantagens: experiência, aprendizado, fortalecimento e cautela!
O velho ditado “gato escaldado tem medo de água fria’, já nos mostra como o passado nos prepara para o futuro. Quem já foi assaltado, não passa em qualquer rua; quem já emprestou dinheiro para amigo e parente e nunca recebeu, não empresta mais! Por outro lado, mesmo que estas experiências pertençam ao passado, elas não podem ser levadas em conta quando analisa-se o passado de alguém. Exato. O passado de alguém está ligado às atitudes, ações, comportamento, caráter, honestidade, índole!
O fato de ser assaltado ou de levar choque ao trocar uma lâmpada, por exemplo, induz a pessoa a ser mais cuidadosa. No entanto, várias pessoas que sofreram acidentes traumáticos por excesso de velocidade ao dirigir veículos, continuam dirigindo e alta velocidade. Muitos que foram assaltados por andar em determinada rua, continuam a caminhar pela mesma rua. O que dizer, então, das crianças arteiras e levadas, que levaram surras, tapas, chineladas e continuaram arteiras e levadas?
Portanto, não é este tipo de passado que condena ou qualifica alguém. O que marca o passado de uma pessoa são suas atitudes, comportamento. Se alguém é conhecido por mentir, dificilmente terá crédito ou confiança. Quem tem fama de encrenqueiro, jamais será convidado para um local de paz e harmonia. Um filho que engana os pais, será sempre repreendido! Um alcoólatra será sempre um alcoólatra. Pode passar 30 anos sem beber bebida alcoólica, mas quando o fizer, alguém irá dizer: “eu sabia…”!
Já, uma pessoa que é conhecida por um passado de glória, honradez e honestidade, terá sempre as portas abertas aonde quer que vá! Todos confiam, aplaudem. Deve-se temer pessoas assim? As estatísticas mostram que não. Menos de 1% de pessoas com uma reputação ilibada traem a confiança de outrem. Por outro lado, 20% daqueles que possuem um passado condenável, conseguiram virar o jogo e reconquistar a confiança perdida!
Como, então, dar oportunidades para aqueles 80% que possuem um passado condenável e são, supostamente, irrecuperáveis?
Se você se apaixonasse por uma pessoa de 35 anos de idade, e depois descobrisse que esta pessoa, antes de atingir a maioridade, tivesse assassinado toda a família, se casaria com ela? Mesmo sabendo que ela tinha se redimido, se tornado uma pessoa boa e pacífica? Correria o risco?
Dizem que não se deve casar com amantes, pois não são confiáveis. Se uma pessoa é casada, trai o marido/esposa, separa e casa com o/a amante, quem garante que não irá trair o/a amante, agora marido/esposa, também e vice-versa? Quem casa e se separa mais de duas vezes, irá ficar casado sem se separar após a terceira vez? Alguém pode ser condenado a ficar solteiro/a por ter fama de viver se divorciando? E quem teve muitos namorados/namoradas? Terá problemas para se casar?
Errar, faz parte do aprendizado. É aceitável. Mas, fazer parte da vida de alguém que insiste no erro, é tolice ou muito amor! Todo cuidado é pouco. Mais cuidado ainda há que se ter para não ficar relembrando e usando um passado ruim contra aquele que o viveu. Um passado ruim deve ser deixado trancado numa gaveta. Se for necessário, abra-a. Mas não o deixe ao vento tocando a face de quem o viveu. Use-o como defesa, aprendizado, nunca como arma, como ofensa!
A grande vantagem de se conhecer o passado de alguém, principalmente se o passado for ruim, é a de não se decepcionar, caso a pessoa pratique o mal! Por outro lado, quando o passado é bom, gratificante e a pessoa trai, machuca, a decepção é bem maior, magoa e frusta!
Na realidade, vivemos num eterno jogo de confiança e fé nas pessoas, independente de passado. Acreditamos no outro, por mais que desconfiemos. Acreditamos que um motorista não irá avançar o sinal vermelho e nos matar; que o caminhão que vem na faixa contrária não irá se jogar sobre nosso veículo; que o policial com uma arma não irá atirar em nós; que nossos filhos não irão nos assassinar enquanto dormimos; que a comida do restaurante não está envenenada…
Assim, vamos vivendo, acreditando numa boa convivência, num mundo de paz e harmonia, tendo fé em Deus e no amor do ser humano…
É uma vida de riscos!!

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