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Vale recua e diz que não irá participar de reunião com moradores da “Area do Linhão”

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A Vale esclarece que, em função das últimas ações e manifestações de populares do bairro Jardim Tropical I e II que culminaram na interdição da Estrada de Ferro Carajás, nos dias 17 e 18 de janeiro, e da portaria de Parauapebas que dá acesso à Serra dos Carajás, nos dias 18 e 19 do mesmo mês, não participará da reunião agendada para o dia 29 de janeiro, com a comissão de moradores, Eletronorte e prefeitura de Parauapebas, por entender que o diálogo que vinha mantendo com a comunidade ficou comprometido.

Sobre a situação de invasão da faixa de servidão das duas linhas de transmissão de energia, que hoje atendem à Vale e também a outros municípios do Sul e Sudeste do Pará, a Vale esclarece que desde agosto de 2014 intensificou as conversas com a comunidade e o diálogo com o poder público e Eletronorte, buscando discutir alternativas que garantam a segurança de todos.

O compromisso com a segurança de suas operações, bem como das comunidades, é uma constante para Vale. A empresa reafirma seu respeito aos moradores, mas reforça que não reconhece os métodos utilizados recentemente para “forçar” uma solução fora do acordo estabelecido.

A Vale espera o fim do clima de ameaças e manifestações e a volta da normalidade para, junto com a prefeitura e Eletronorte, retomar o diálogo.

Histórico das linhas de transmissão

Existem duas linhas no local invadido com áreas de servidão, com 35 metros para cada lado. Nestas faixas não são permitidas edificações ou estruturas definitivas, de acordo com a ABNT, por razão de segurança das pessoas.

As duas linhas foram construídas pela Vale, uma inicialmente implantada para atender ao Sossego em 2004, e outra implantada em 2008 para atender Onça Puma, S11D e Sossego, de forma integrada com a primeira linha (através da subestação chamada Integradora).

Em 2010, o Operador Nacional do Sistema elétrico (ONS) aprovou a conexão de outra linha de transmissão entre a Subestação Integradora e o município de Xinguara. A partir deste fato, por força da legislação do setor elétrico brasileiro, a Vale está obrigada a doar as linhas à Eletronorte, que é a concessionária que fornece energia para os estados do Norte e responde pela subestação Integradora. Os ativos passaram a atender consumidores múltiplos e não mais apenas à Vale, tornando-se ativos de uso e interesse público. Hoje, uma das linhas já foi doada à Eletronorte e a outra encontra-se em processo de doação. (Vale)

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