
Nesta terça-feira (12), integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a Prefeitura de Parauapebas, no sudeste do Pará, derrubando o portão principal. A ação faz parte da “Jornada de Mobilização por Direitos Contra os Privilégios”, iniciada ontem (11), quando o grupo bloqueou a estrada de acesso ao britador da mineradora Ligga, em Palmares II.
O movimento apresentou um documento com reivindicações nas áreas de produção agrícola, educação, saúde e infraestrutura. No texto, o MST critica a atual gestão municipal, acusando-a de sucatear serviços públicos, favorecer aliados políticos e usar recursos de forma irregular. Também denuncia o uso de crianças e adolescentes para fins políticos.
A Prefeitura divulgou nota de repúdio, afirmando não ter recebido oficialmente a pauta de reivindicações e reforçando que aceita o diálogo, desde que de forma pacífica e sem depredação. Em seguida, informou que entrou na Justiça pedindo interdito proibitório, reintegração de posse e desobstrução de vias.
A Justiça concedeu liminar determinando a desocupação imediata da escola municipal no Palmares II e de outros prédios públicos, proibindo novas ocupações e bloqueios. Foi autorizada a atuação da Polícia Militar, sem uso de força letal, e estabelecida multa diária de R$ 2 mil por pessoa em caso de descumprimento.
Segundo a Prefeitura, a ocupação ocorreu antes de qualquer tentativa oficial de entrega da pauta pelo MST.
Foto de drone: Kleyber Araújo







