
Médica Samira Mendes Khouri, de 27 anos, voltou ao trabalho após cinco meses de recuperação depois de ter sido brutalmente agredida pelo então namorado. O crime ocorreu na madrugada de 14 de julho, data do aniversário da vítima, no apartamento onde o casal morava, em Moema, zona sul de São Paulo (SP). O agressor, o fisiculturista Pedro Camilo Garcia, segue preso.
Segundo Samira, as agressões começaram após uma confusão em uma balada LGBTQIAP+, onde Pedro foi expulso por provocar uma briga motivada por ciúmes de um homem que, de acordo com ela, era gay. Já no apartamento, a médica foi espancada por cerca de seis minutos, sofreu diversos socos e chegou a ficar desacordada.
Durante o ataque, Samira contou que fingiu estar inconsciente para não ser morta. Após as agressões, o homem fugiu levando o celular e o carro da vítima. Pedro também sofreu ferimentos e teve fratura no metacarpo, osso ligado ao dedo anelar da mão direita, em decorrência dos golpes.
A médica teve fraturas múltiplas na face, atingindo ossos do nariz, maxilar e arco zigomático esquerdo — região abaixo do olho — além de enfrentar traumas psicológicos. Em entrevista à TV Tribuna, Samira falou sobre o processo de superação. “Cada dia que eu acordo e decido enfrentar e decido deixar tudo para trás é um momento de superação”, afirmou.
Samira ficou internada em São Paulo até o dia 16 de julho e, em seguida, foi transferida para Santos, onde permaneceu em tratamento até 27 de julho. Ela também relatou dificuldades motoras após deixar o hospital. “Quando eu saí, eu ainda estava bem mal, não conseguia andar, perdi muito do meu próprio equilíbrio pela lesão que eu tive no cerebelo. Então foi bem difícil para eu retomar”, contou. Segundo a médica, foram cerca de três semanas até conseguir andar sozinha, com o auxílio da mãe.
Mesmo ainda em recuperação, Samira decidiu retomar os atendimentos. “Estava com saudade dos meus pacientes, estava com saudade dos meus colegas de trabalho que me ajudaram muito na recuperação. O hospital me recebeu super bem, recebi flores, foi ótimo”, disse.Ela destacou ainda o apoio que tem recebido da família e de amigas durante o processo. “Há apoio dos meus pais, da minha mãe que parou tudo para me levar às fisioterapias, e as minhas amigas também que foram me visitar”, concluiu.
informações por Portal Tailândia
foto por Portal Tailândia







