Foi confirmada na última quinta-feira (12) a morte cerebral de Alciely de Almeida Alencar, de 31 anos, vítima de uma violenta agressão registrada no município de Tomé-Açu, no nordeste do Pará.
A mulher estava internada há cerca de dez dias no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, após sofrer uma grave agressão física atribuída ao próprio companheiro.
Detalhes do crime
De acordo com registros da Polícia Militar, Alciely foi brutalmente espancada pelo companheiro, identificado como Pedro do Nascimento Santana Júnior.
Testemunhas relataram que o agressor teria iniciado o ataque utilizando uma lata de cerveja para atingir a vítima. Em seguida, ele passou a desferir diversos socos contra Alciely, causando ferimentos gravíssimos.
Após a agressão, a vítima foi socorrida em estado crítico e transferida para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, onde permaneceu internada lutando pela vida. Apesar dos esforços da equipe médica, a morte cerebral foi confirmada na quinta-feira (12).
Suspeito permanece preso
O suspeito foi preso no dia 2 de março e permanece sob custódia do sistema penal. Com a confirmação da morte da vítima, a tipificação do crime deve ser atualizada pelas autoridades responsáveis pela investigação, podendo passar de tentativa de feminicídio para feminicídio consumado.
Pronunciamento da família
A confirmação do falecimento foi divulgada por familiares e pelo advogado da família, Eduardo Monteiro, por meio de publicações nas redes sociais.
Em nota, a defesa lamentou o desfecho do caso e destacou o esforço da equipe médica:
“Os médicos empenharam todos os esforços possíveis, lutando pela vida de Alciely até o último momento. Neste momento de profunda dor, confiamos no amparo divino para atravessar essa perda.”
Violência contra a mulher
O caso reacende o alerta sobre a violência contra a mulher no estado do Pará. Autoridades reforçam que situações de violência doméstica podem e devem ser denunciadas, inclusive de forma anônima, por meio dos canais oficiais de atendimento.
Casos de agressão podem ser comunicados à polícia pelo telefone 190 ou por meio de serviços especializados de proteção às mulheres.
Informações por Portal Tailândia
Foto por Portal Tailândia








