Na quarta-feira (20), uma adolescente de 17 anos sobreviveu a uma sessão de tortura praticada por integrantes de uma organização criminosa em Altamira, no sudoeste do Pará. A jovem foi sequestrada e atacada com golpes de arma branca, mas conseguiu escapar após fingir estar morta. Um suspeito de participação no crime foi preso em flagrante durante uma operação das forças de segurança.
De acordo com o relato da vítima, ela estava no bairro Viena, por volta das 15h, quando foi abordada por ocupantes de um carro vermelho e levada à força para a região do Buriti. Em uma residência usada como cativeiro, a adolescente foi torturada pelos criminosos. Enquanto um dos suspeitos desferia os golpes, outro gravava as agressões em vídeo.
Após o desaparecimento, equipes da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, iniciaram buscas para localizar a vítima. A adolescente foi encontrada por volta das 16h, depois de conseguir fugir do imóvel ao fingir que estava morta. Ela buscou abrigo na casa de um morador da região até ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, com apoio da PM, e levada ao Hospital Regional Público da Transamazônica.
Apesar dos ferimentos em várias partes do corpo, o estado de saúde da jovem é estável e ela não corre risco de morte.
Segundo o delegado Estefano Alves, a atuação conjunta da Polícia Militar e da 4ª Companhia Independente de Missões Especiais (Cime) foi fundamental para localizar e prender um dos suspeitos poucas horas após o crime. O nome e a idade do detido não foram divulgados.
As investigações apontam que a adolescente, que mantém um relacionamento com outro jovem de 17 anos, estaria sendo “julgada” pela facção criminosa sob a acusação de repassar informações da organização à polícia.
Ainda conforme a apuração policial, os criminosos deixaram o local acreditando que a vítima havia morrido, o que permitiu que ela escapasse do cativeiro.
A Polícia Civil de Altamira segue investigando o caso para identificar e prender os demais envolvidos. Um rádio comunicador foi apreendido durante a ação.
Foto: Divulgação









