O Tribunal do Júri de Rondon do Pará condenou Thaís de Souza Santos e Itamar Nascimento da Silva pela morte de Sérgio William da Silva Correia, ex-companheiro de Thaís, e pela ocultação do corpo. A decisão foi publicada nesta terça-feira (18), após o julgamento realizado na segunda-feira (17), sob a presidência do juiz Rodrigo Tavares.
Thaís foi condenada a 17 anos e nove meses de prisão. Ela respondia ao processo em liberdade provisória desde maio de 2025, mas deverá voltar ao regime fechado para cumprir a pena. Itamar recebeu uma condenação de 14 anos e nove meses de reclusão. A pena dele foi reduzida por causa da confissão do crime.
Do tempo total das penas, serão descontados os períodos em que os dois já ficaram presos preventivamente.
O crime aconteceu em agosto de 2024, em Abel Figueiredo. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o casal teria planejado a morte de Sérgio durante meses por causa de conflitos relacionados à guarda do filho de Thaís.
Ainda conforme a acusação, os dois chegaram a procurar uma terceira pessoa para cometer o homicídio. Como o acordo não teria sido cumprido no prazo esperado, Thaís e Itamar decidiram executar o crime por conta própria.
Sérgio foi atraído para a casa dos acusados. No local, ele foi atingido com uma paulada na cabeça e recebeu quatro golpes de canivete, desferidos por Itamar. Depois do assassinato, o corpo foi colocado em uma fossa séptica no quintal e coberto com entulho e concreto.
O cadáver foi encontrado pela polícia em 9 de agosto de 2024, depois que a mãe de Sérgio procurou as autoridades para denunciar o desaparecimento do filho. Ele havia sido visto pela última vez na residência de Thaís.
Durante a investigação, a polícia reuniu provas que contrariaram a versão apresentada por Thaís, que tentava responsabilizar apenas o companheiro. Um taxista contou que o encontro de Sérgio com Thaís havia sido combinado de forma discreta. Além disso, uma perícia no celular da ré encontrou mensagens apagadas que indicavam tentativas de esconder informações sobre o crime e dificultar as investigações.








