Valdeilson Cunha de Araujo, de 34 anos, teve a prisão preventiva decretada após ser preso por descumprir medidas protetivas de urgência que determinavam que ele não se aproximasse nem mantivesse contato com a companheira, vítima de violência doméstica. Ele foi apresentado à Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Marabá nesta quarta-feira (26).
O caso começou na noite de segunda-feira (24), quando a Polícia Militar foi chamada para atender uma denúncia de agressão na Rua da Cosanpa, no Bairro Amapá. Segundo as informações repassadas aos policiais, Valdeilson estaria agredindo a companheira em via pública.
Quando percebeu a chegada das viaturas, o homem teria fugido para uma área de mata levando a mulher sob ameaça de um facão. Os policiais fizeram buscas no local, mas não conseguiram encontrar os dois naquela noite.
Na residência, os militares encontraram os três filhos do casal, de 3, 12 e 16 anos. O filho mais velho entregou aos policiais quatro armas de fogo que estavam na casa, sendo três de fabricação caseira e um rifle calibre .22. Segundo o adolescente, o pai costumava usar as armas para ameaçar a companheira.
Por causa da fuga e da área de mata fechada, o Batalhão de Missões Especiais (BME) enviou duas equipes com drones equipados com câmeras de tecnologia térmica para ajudar nas buscas. Mesmo com a operação, Valdeilson e a mulher não foram localizados naquela noite.
Os três filhos e as armas apreendidas foram levados para a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), onde a ocorrência foi registrada.
A prisão de Valdeilson aconteceu na terça-feira (25), quando ele foi autuado em flagrante. Durante a audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva e determinou que ele permanecesse no sistema prisional.
Na decisão, a Justiça considerou que o homem tinha conhecimento das medidas protetivas que o impediam de se aproximar ou entrar em contato com a vítima, mas mesmo assim teria voltado para as proximidades da residência dela. A ficha de antecedentes também possui outros registros recentes, incluindo inquéritos e processos relacionados à violência doméstica.
Valdeilson permanece à disposição do Poder Judiciário.








