Uma investigação sobre o desvio de cerca de R$ 392,7 mil de uma conta bancária levou à prisão preventiva de quatro homens em Marabá, no sudeste do Pará. As prisões aconteceram na terça-feira (22), durante a Operação Contraface, realizada pela Polícia Civil.
De acordo com as investigações, o grupo teria usado documentos falsos para se passar pelo titular da conta e conseguir acesso aos dados bancários. Um dos suspeitos teria ido até a instituição financeira e apresentado um documento falso em nome da vítima.
Após a mudança dos dados cadastrais e biométricos, os investigados teriam conseguido controlar as movimentações da conta. Em seguida, passaram a fazer várias transferências, inclusive por meio de caixas eletrônicos.
Segundo a Polícia Civil, o dinheiro foi enviado para diferentes contas relacionadas aos suspeitos. Algumas delas, conforme a investigação, teriam sido abertas pelos próprios investigados.
Para chegar aos envolvidos, os policiais analisaram documentos bancários, imagens de câmeras de segurança, movimentações financeiras e resultados de perícias. A investigação, segundo a corporação, permitiu identificar a participação de cada suspeito e reunir provas que serviram de base para os pedidos de prisão.
Foram presos Elessandro Carvalho Alves, Juracy José Pereira da Silva, Raimundo Francisco da Silva e Sandro da Costa Sousa. Além das prisões, os policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão.
Os quatro são investigados por crimes como furto qualificado mediante fraude eletrônica ou informática, uso de documento falso e associação criminosa. Após serem presos, eles foram levados para a Delegacia de Polícia Civil e permanecem à disposição da Justiça.
A operação foi realizada pela Delegacia Especializada em Investigação de Estelionato e Outras Fraudes (DEOF), ligada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), com apoio da 21ª Seccional Urbana de Marabá.
As ordens de prisão e busca foram autorizadas pelo Juízo das Garantias do Interior do Estado do Pará, após pedido da Polícia Civil.
Até o momento, a defesa dos investigados não havia sido localizada para comentar o caso.








