
Na tarde desta quinta-feira (21), representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) se reuniram com membros do Executivo e do Legislativo Municipal para discutir uma pauta de obras e serviços protocolada junto à Prefeitura e à Câmara de Vereadores de Parauapebas. O encontro, que se estendeu até por volta das 22h, foi resultado de uma articulação do presidente da Câmara, vereador Anderson Moratorio, que recebeu as reivindicações do movimento e convocou o diálogo com a gestão municipal.A reunião foi conduzida pela chefe de gabinete do Executivo, Joelma Leite, e contou com a presença dos vereadores Léo Márcio, Tito do MST, Alex Ohana, Maquivalda Barros e Michel Carteiro.
Também participaram representantes de diferentes secretarias municipais.Segundo Anderson Moratorio, a busca por soluções passa, necessariamente, pela construção de pontes entre as instituições e os movimentos sociais:“Precisamos conversar e verificar com sabedoria o que é possível fazer e começar a implementar as políticas públicas que a comunidade necessita”, afirmou o presidente da Câmara, destacando que o respeito institucional e o entendimento mútuo são fundamentais.Entre os nove pontos apresentados pelo MST, duas demandas se destacaram: a contratação de professores para a escola do assentamento Terra e Liberdade e o processo de doação de área para a construção de uma nova unidade escolar.Como gesto de boa-fé no avanço das negociações, foi definido também que o movimento irá desmobilizar a ocupação da Praça dos Pioneiros, em resposta à abertura do diálogo e às tratativas em andamento.
O encontro foi considerado um passo importante para estabelecer um canal permanente de comunicação entre o MST e o poder público, com a definição de uma agenda de novas reuniões que deverão envolver diversas secretarias municipais.Para Anderson Moratorio, a reunião representa um marco no fortalecimento das relações institucionais:“O diálogo é sempre o melhor instrumento para alcançarmos soluções justas e efetivas. Seguiremos trabalhando para garantir que as políticas públicas cheguem a quem mais precisa”, concluiu.








