Artigo e crônicas – edição 1270

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Quem sou?
Em todos os recantos, observamos criaturas queixosas e insatisfeitas, e elas não estão longe, sua proximidade com o povo é mínima, no entanto, nada fazem para melhorar as nossas vidas. Conquistam os povos com suas palavras bonitas, promessas mirabolantes e, num piscar de olhos esquecem a gente. Ó povo imoral, indecente, gosta de muito dinheiro e nos roubam silenciosamente.
Gostam de nepotismo, de protecionismo, de licitações fraudulentas, de dólar, de euro, mas no esmero são verdadeiros reles. Mentem descaradamente, mas na hora do arrocho sempre são santos do pau oco, que não sabem de nada e negam peremptoriamente julgando por si mesmos, que são verdadeiros inocentes.
O problema hominal é a imperfeição, enquanto os que varrem as ruas querem ser comerciantes; os trabalhadores do campo prefeririam a existência na cidade grande. Hoje os centros urbanos, as grandes cidades são focos de violência, de drogas, de traficantes, de matadores cruéis, de lixo acumulado nas ruas, bocas de lobo entupidas, asfaltos Sonrisal e outras mazelas que nos entristecem no dia a dia.
Saneamento básico não existe e as doenças proliferam em grande escalada. Os prédios, os muros da cidade inteira estão pichados mostrando com isso que nosso povo esqueceu a cultura, a boa educação e só pensa no mal que destrói em profusão. Vai bolsa, vem bolsa de todos os matizes e quem as recebe se insere no ócio maldito que leva a perdição. “Não dê peixe ao homem, mas ensine-o a pescar”.
O ensino seja ele voltado para o bem com certeza levará muitos jovens solidários da preguiça a tentar se recuperarem. A educação ainda é a grande alternativa para um país imantar o bem, pois sem essa bonança não haverá abastança e aumentará o número dos nem, nem. A periferia será sempre esquecida? Esperamos que não, pois lá mora gente boa, mas também tem ladrão. O problema, contudo não é de gênero de tarefa, mas o de compreensão da oportunidade recebida.
O que citamos aqui pode ser fruto ou filhos da preguiça inconsciente. Deixam transparecer que é o desejo ingênito de conservar o que é útil e ruinoso, das quedas no pretérito obscuro. Vemos com tristeza as nossas avenidas cheias de capim, de lixo acumulado nas calçadas, entulhos por toda parte e ao invés de aquinhoá-la de bela, de uma aquarela, onomatopeia iremos apelida-la de cidade da prosopopeia.
Passageiros de ônibus jogam o resto que consomem pelas janelas, as feiras-livres ao final viram verdadeiras rampas de lixo. Publicitários com suas propagandas sujam a cidade, isso é maldade minha gente. Não seja indolente e sim educado. Temos que aprender um bocado para sermos considerados cidadãos.
As praças estão cheias de pedintes, muitos dormem ao relento fazendo do papelão sua cama, seu lugar de descanso. Muitos já estão improvisando barracas nas praças centrais da cidade e onde andam as autoridades? Os hospitais estão superlotados de doentes virou um piscinão, onde está o coração humano que não atende a seu irmão.
As cracolândias crescem, o tráfico nas favelas aumenta é tiro vai e tiro vem e a população incauta sofre até para ganhar um vintém. A cena é brutal e imoral, polícia versus traficante com suas armas beligerantes e ao final do combate só padecem inocentes. País onde os sem-terra destroem tudo e nada de punição. Nós também não temos terra, mas almejamos mais educação.
Os sem-terra já podem ser considerados um “exército” do mal, pois não querem terra e sim destruir o patrimônio alheio numa perversão brutal. Nós éramos felizes e não sabíamos e agora vivemos num inferno astral onde a maioria se insere no insano mal. A paciência acabou, pois ficamos desmoralizados, pois muitas religiões querem enriquecer a vontade, ás custas do dízimo e da enganação, pois Deus o grande Arquiteto do Universo não precisa de dinheiro, isso é uma afanação.
A economia pífia destronou e as esperanças de um país redentor acabou. Contas bancárias no paraíso fiscal e dizer que o “Omo” acabou, visto que lavaram muito dinheiro e continuam a lavar, mas como somos esperançosos, e não preguiçosos vamos fazer a pátria balançar e o clima escuro se torne claro e a paz benfazeja volte a reinar.
O grande Emmanuel já dizia através da mediunidade de Chico Xavier que: “Num plano onde campeiam tantas glórias fáceis, a do cristão é mais profunda, mais difícil.
A vitória do seguidor de Jesus é quase sempre no lado inverso dos triunfos mundanos. É o lado oculto. Raros conseguem vê-lo com olhos mortais. Entretanto, essa glória é tão grande que o mundo não a proporciona, nem pode subtraí-la. É o testemunho da consciência própria, transformada em tabernáculo do Cristo vivo”. Pense nisso!
Por Antônio Paiva Rodrigues.

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