A repercussão envolvendo o cantor Bruno Mafra, vocalista da banda Bruno e Trio, ganhou novos desdobramentos após declarações da cantora Eliana Renner, conhecida como Nega Lora. Ela afirmou que sua filha, à época com 13 anos, teria se envolvido com o artista no ano de 2013.
Segundo a cantora, que na época integrava a banda Quero+, grupo que fez sucesso com a música “São Amores”, ela já conhecia o cantor do meio musical, mas não mantinha proximidade pessoal. O caso teria começado a ser percebido após mudanças no comportamento da adolescente, como faltas frequentes à escola.
De acordo com o relato, ao buscar informações com pessoas do meio artístico, Nega Lora chegou ao nome de Bruno Mafra como possível responsável. Ela então entrou em contato com o cantor que, ainda segundo a artista, confirmou que a jovem estava com ele e a levou de volta para casa.
Na ocasião, tanto o cantor quanto a adolescente negaram qualquer tipo de relação. Mesmo assim, a mãe afirma acreditar que houve manipulação. “Eu creio que, no caminho de volta, ele já veio manipulando ela. Tudo foi colocado de forma que parecia consensual”, declarou.
A cantora relatou que optou por não levar o caso às autoridades na época, após a filha negar qualquer irregularidade. Entre os fatores que influenciaram a decisão, ela cita falta de orientação, medo de exposição e receio de prejuízos à carreira.
Com a recente repercussão envolvendo o nome de Bruno Mafra — incluindo a condenação do cantor em outro processo — a artista afirma ter revivido a situação. “Hoje eu vejo que fui manipulada. Eu era mais nova, não tinha o discernimento que tenho agora. Sinto que deveria ter feito algo”, disse.
Nega Lora também contou que reencontrou o cantor recentemente durante um evento no município de Maracanã, no nordeste do Pará, onde ambos se apresentaram. Segundo ela, o comportamento do artista foi de naturalidade, como se nada tivesse ocorrido.
Apesar do relato, a cantora afirmou que não pretende formalizar denúncia neste momento, mas decidiu tornar a história pública como forma de incentivar outras possíveis vítimas a se manifestarem. “Se for para ajudar outras pessoas a terem coragem de falar, já vale a pena”, afirmou.
O caso segue gerando forte repercussão no meio artístico paraense e entre o público, principalmente diante da gravidade das denúncias já reconhecidas pela Justiça em outro processo envolvendo o cantor.
Informações por Roma News
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