Na manhã desta quinta-feira (03), um clima de tensão tomou conta da madeireira localizada em Moraes de Almeida, distrito de Itaituba, no sudeste do Pará. A situação envolveu um grupo de pessoas, incluindo dois policiais militares, que foram flagrados em uma operação ilegal de retirada de madeira, resultando na prisão de sete indivíduos.
O grupo, que se apresentou como membros de uma ONG supostamente envolvida em operações de fiscalização do IBAMA na região, estava retirando madeira sem apresentar qualquer documentação que autorizasse a atividade. O proprietário da madeireira, juntamente com funcionários e moradores da comunidade, exigiu a apresentação de documentos oficiais e mandado de apreensão, mas o grupo não conseguiu comprovar a legalidade da operação.
A falta de transparência e a abordagem suspeita geraram revolta entre os moradores, que começaram a questionar a legitimidade da ação. Durante a discussão, foi revelado que, dias antes, um membro do mesmo grupo teria exigido a quantia de R$ 300 mil reais de moradores, alegando que o IBAMA não realizaria mais fiscalizações na região. Nesta quinta-feira, o grupo voltou e pediu R$ 500 mil reais, o que acirrou ainda mais os ânimos dos moradores, que, indignados, acionaram a Polícia Civil.
Após a chegada da polícia, o grupo foi detido e levado para a delegacia de Itaituba, onde enfrentará os procedimentos legais. Com os suspeitos, foram apreendidas armas de fogo que estavam em posse dos integrantes durante a prisão. A Polícia Civil informou que os membros do grupo, que alegaram ser de Belterra, não conseguiram apresentar os documentos que validariam a operação nem a identificação oficial da ONG que alegavam representar.
Além disso, o grupo tentou justificar a falta de documentos afirmando que os mesmos estariam em formato digital e necessitariam de acesso à internet para serem acessados. No entanto, mesmo após terem acesso à rede, não apresentaram os documentos, o que resultou na manutenção da prisão.
Investigações apontam que o grupo já havia realizado uma operação semelhante no município de Uruará, e que outros integrantes estavam hospedados em um hotel na cidade de Itaituba. Quando souberam da prisão, os demais membros fugiram do local.
O delegado responsável pelo caso pediu a prisão preventiva dos sete indivíduos, entre os quais estão um sargento da PM e um policial carcereiro. Os outros cinco envolvidos ainda não tiveram suas identidades reveladas. Os policiais militares envolvidos, que faziam a escolta do grupo, pertencem à corporação de Novo Progresso e serão transferidos para o presídio de Itaituba.
A população local se reuniu na delegacia para pedir punições rigorosas aos envolvidos, ressaltando a falta de segurança na região. Muitos moradores relataram que o distrito não possui efetivo policial suficiente para garantir a segurança da comunidade, e que já solicitaram reforço à Polícia Militar de Itaituba, aguardando que a situação seja resolvida com urgência.
Informações por Roma news
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