Delegado amazonense afirma: ‘Parece conveniente para a OAB-PA que tenha sido execução’

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O titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) no Amazonas, Ivo Martins, rebateu as críticas da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Pará, sobre o andamento das investigações que apuram a morte do advogado Jakson Silva, ocorrida em Manaus no início do ano. O delegado voltou a afirmar que o crime tem características de latrocínio. “A OAB-PA critica o nosso trabalho sem conhecer”, disse.
No começo do mês, a Ordem no Pará pediu o afastamento dos delegados que conduzem o inquérito, alegando que ocorreram falhas na apuração do caso. A entidade sustenta que os delegados teriam adotado uma conduta omissiva ao não apontarem outras linhas de investigação que contribuíssem para o esclarecimento do crime. A OAB do Pará também pede ao Ministério Público do Amazonas que investigue a conduta dos delegados responsáveis pelo caso. As declarações foram feitas após o delegado Ivo Martins descartar a hipótese de execução. Martins disse que a Polícia Civil continua trabalhando com a hipótese de execução, mas que a probabilidade de a morte ter sido resultado de um latrocínio é maior. “Nessa primeira fase de investigação, a coisa está mais para uma tentativa de roubo seguida de morte do que para uma execução”, pontuou. Segundo o delegado, as investigações dependem do inquérito, ainda não finalizado. “O que está parecendo é que a linha mais interessante para a OAB-PA é que o advogado tenha sido morto por pistolagem, mas o crime não tem essas características. Parece que é conveniente para a OAB que tenha sido uma execução”, disse.
Durante o processo de investigação, a DEHS fez a análise de imagens da rua onde Jakson foi morto. “Verificamos a presença de duas pessoas em uma motocicleta nesse local. Temos também vários depoimentos, alguns dados relacionados a medidas sigilosas, além de todo o itinerário desde que ele saiu do Pará”, enumerou o delegado, acrescentando que a OAB-PA chegou a disponibilizar, via e-mail, ações judiciais com denúncias feitas pelo advogado sobre a Prefeitura de Parauapebas, onde advogava.
Fonte: Globo.com | Edição de texto: Pedro Nascimento.

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