Após mais de 40 dias do desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, no município de Bacabal, no Maranhão, a investigação ainda não chegou a conclusões definitivas.
O caso continua sendo acompanhado pela Polícia Civil do Maranhão, que trabalha com a principal hipótese de que as crianças possam ter se perdido em uma área de mata e, posteriormente, caído nas águas do Rio Mearim.
Desde o desaparecimento, uma série de operações foi desencadeada, envolvendo diferentes órgãos de segurança e uma ampla mobilização popular. Familiares, moradores e autoridades participaram de buscas intensas na tentativa de localizar os irmãos.
Linha do tempo das buscas
O desaparecimento das crianças deu início a uma grande força-tarefa, que evoluiu ao longo dos dias:
5 de janeiro – Uma operação conjunta foi montada com a Polícia Militar do Maranhão e o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão. Moradores da região também aderiram às buscas.
6 de janeiro – A ação ganhou reforço tecnológico, com o uso de helicópteros, drones e cães farejadores.
7 de janeiro – Anderson, irmão das crianças, foi encontrado com vida a cerca de 4 quilômetros da residência da família, sem roupas, em uma área de mata.
8 de janeiro – Um short e um chinelo pertencentes ao menino foram localizados nas proximidades do ponto onde Anderson foi resgatado.
9 de janeiro – A prefeitura anunciou uma recompensa de R$ 20 mil para quem fornecesse informações que ajudassem a esclarecer o caso.
10 de janeiro – O Exército Brasileiro e equipes ambientais reforçaram a operação, que chegou a reunir aproximadamente 340 pessoas.
11 de janeiro – Voluntários encontraram novas peças de roupas infantis na mata.
12 de janeiro – A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que os itens não pertenciam aos irmãos desaparecidos.
15 de janeiro – Uma varredura foi realizada no Lago Limpo. A polícia identificou um ponto conhecido como “casa caída”, onde as crianças teriam passado ao menos uma noite.
17 de janeiro – A Marinha do Brasil passou a integrar as buscas.
19 de janeiro – Bombeiros percorreram cerca de 180 quilômetros pelo Rio Mearim em busca de vestígios.
20 de janeiro – A polícia descartou uma denúncia de que as crianças estariam no Pará. No mesmo dia, uma procissão em uma comunidade quilombola reuniu moradores em oração pelo retorno dos irmãos.
22 de janeiro – As buscas aquáticas no Rio Mearim foram oficialmente encerradas.
25 de janeiro – A Polícia Civil de São Paulo apurou uma denúncia sobre um possível avistamento em um hotel da capital paulista, mas a hipótese foi descartada.
26 de janeiro – O delegado responsável pelo caso desmentiu boatos que circulavam nas redes sociais envolvendo familiares.
3 de fevereiro – A Polícia Civil informou que prioriza a linha de que as crianças possam ter se perdido na mata, sem descartar outras possibilidades investigativas.
Investigação segue em andamento
Apesar da extensa mobilização e dos recursos empregados, o caso permanece sem desfecho. A Polícia Civil afirma que as investigações continuam, com análise de informações, depoimentos e elementos colhidos durante as operações.
O desaparecimento dos irmãos comoveu a população local e ganhou repercussão regional, mantendo familiares e moradores na expectativa por respostas. Enquanto isso, autoridades reforçam que qualquer informação relevante pode ser fundamental para o avanço das investigações.
Informações por Portal Tailândia
Foto por Portal Tailândia











