Editorial – edição 1264

0
357

A legislação eleitoral brasileira e a Constituição, promulgada em 1988, permitem a existência de várias agremiações políticas no Brasil. Com o fim da ditadura militar (1964-1985), vários partidos políticos foram criados e outros, que estavam na clandestinidade voltaram a funcionar. O que muitos chamam de democracia, acaba se tornando um aglomerado de interesses que raramente atende às necessidades de quem realmente necessita.
É uma república presidencial porque as funções de chefe de Estado estão reunidas em um único órgão: o Presidente da República. É uma democracia representativa porque o povo exerce, ou pelo menos deveria exercer, sua soberania. Mas de fato o que acontece é que a politicagem usa tudo que pode a seu favor com o intuito de controlar a massa e satisfazer a elite, que também controla a massa.
Aqui em Parauapebas, a Câmara Municipal recebeu representação (denúncia escrita) contra o prefeito Valmir Queiroz em sessão Ordinária. O fato, muito repercutido nas redes sociais, fez com que a sessão fosse amplamente prestigiada. Com o plenário lotado e todos os quinze vereadores presentes, começou uma disputa pelo poder. Enquanto uns dizem que o prefeito deve pagar, outros dizem que o G8 esta delirando. A única verdade que pode ser afirmada é que as reais necessidades do povo ficam para escanteio. Enquanto a elite legislativa consome muito de seu tempo em disputas, que muitos acham que é partidarista, o povo acaba tendo que aturar hospitais lotados e quentes, transporte coletivo demorado e sem horário fixo, e muitos trechos da cidade sem o devido saneamento.
Será que a diminuição da quantidade de partidos políticos diminuiria esses interesses conflitantes? Será que a culpa é realmente dessa quantidade de legendas ou da permissividade do nosso povo? Verdades sejam ditas: desde a colonização, nós do lado de cá da linha do equador fomos acostumados a ver pessoas se aproveitarem de nós, do nosso trabalho e ainda agradecemos a merreca ofertada em troca. Os problemas são tantos que parece impossível pensar em solução.

 

Deixe uma resposta