
Representantes de Israel e do grupo Hamas voltaram a se reunir nesta terça-feira (7), no Egito, no segundo dia de negociações que buscam pôr fim à guerra na Faixa de Gaza, que completa dois anos nesta data.
As conversas foram convocadas após o Hamas sinalizar disposição em discutir o plano de 20 pontos apresentado na semana passada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Na primeira fase do diálogo, mediadores do Egito e do Catar tentam definir as condições para a libertação dos reféns ainda mantidos pelo Hamas.
O plano proposto por Trump prevê, entre outros pontos, anistia para militantes do grupo que desistirem da luta armada e a formação de um governo provisório em Gaza composto por palestinos tecnocratas e especialistas internacionais.
Esse governo atuaria sob a supervisão de um “Conselho da Paz”, que seria presidido pelo próprio Trump.
O documento, no entanto, é vago quanto à criação de um Estado palestino, embora indique a possibilidade de um futuro reconhecimento da soberania palestina.
Para o professor de Relações Internacionais da ESPM, Gunther Rudzit, há um “certo otimismo” diante da nova rodada de negociações, impulsionado pela aproximação de Trump com governos árabes que investem nos Estados Unidos e pressionam pelo fim do conflito.
“A criação de um Estado palestino é um processo de médio a longo prazo, considerando as resistências históricas de ambos os lados em se reconhecerem mutuamente”, avaliou Rudzit.
Informações por Roma news
Foto por X- Roma news









