
Família contesta versão de suicídio e afirma que Jamille Araújo sofria agressões do companheiro. A morte da estudante de enfermagem Jamille Araújo, de 29 anos, gerou forte comoção e revolta entre familiares e amigos. Ela foi encontrada morta na noite da última quarta-feira (30), no apartamento onde vivia com o companheiro, Thiago Gonçalves, em um condomínio localizado na Avenida Mário Covas, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.
Apesar da versão inicial apontar para um possível suicídio, os parentes contestam a hipótese e afirmam que Jamille vinha sendo vítima de agressões físicas e psicológicas há meses. Segundo relatos, a jovem já havia tentado se afastar do companheiro, mas continuava sendo ameaçada. “Ela trouxe as coisas de volta para casa, mas ele continuava perseguindo, ameaçando. A perícia disse que a cena do local estava alterada, tudo revirado, os móveis fora do lugar. Ela tinha hematomas pelo corpo.
A gente acredita que ele tentou simular um suicídio”, relatou uma prima da vítima. Conforme os familiares, Thiago isolava Jamille do convívio com outras pessoas. “Ele tirou ela dos grupos que ela participava, gritava com ela dentro do apartamento. A gente ouvia. Ela foi ficando cada vez mais isolada”, contou uma parente. A família também afirma que mensagens teriam sido enviadas do celular da jovem após o horário estimado de sua morte, o que reforça a suspeita de fraude na cena.
“A perícia confirmou que ela já estava morta de manhã. Então, quem respondeu às mensagens? Ele apagou tudo do celular dela”, disseram. O comportamento do companheiro também gerou desconfiança. Parentes relataram que foi a família quem acionou a polícia após perder contato com Jamille. “Ele pegou ela do trabalho por volta de 13h, depois disse que não estava com ela. Já sabíamos que algo estava errado. Quando a perícia chegou, dois advogados já estavam no local.
Ele estava frio, como se nada tivesse acontecido.” O corpo de Jamille será velado na Rua da Paz, no bairro do Mangueirão, em Belém. A mãe da jovem está em estado de choque, e a família clama por justiça. “Ninguém sabe como consolar minha tia. Meu tio está desesperado. Só queremos justiça.” A Polícia Civil do Pará informou, por meio de nota, que o caso está sob investigação. Já a Polícia Científica do Estado não confirmou oficialmente se a cena do crime foi alterada.
INFORMAÇÕES: ROMA NEWS
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