A Polícia Civil revelou, na manhã desta quarta-feira (28), que o responsável pelo atropelamento que ocorreu na madrugada da última segunda (26) se apresentou na Delegacia de Polícia Civil, na tarde de ontem, terça-feira (27). Trata-se de José, subtenente da reserva remunerada da Polícia Militar.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de dolo eventual no acidente de trânsito que resultou na morte de Marlene, de 51 anos, e deixou Aguinaldo Almeida gravemente ferido em Marabá. A colisão ocorreu na madrugada de domingo (25) para segunda-feira (26), no cruzamento da Avenida 2000 com a Rua Fortaleza, no Bairro Belo Horizonte, em Marabá. Em entrevista realizada com o delegado e superintendente Antônio Mororó na manhã desta quarta-feira (28), a polícia repassou informações acerca do ocorrido.
Segundo o superintendente da Polícia Civil, o trabalho de investigação da polícia levou inicialmente à localização da passageira do veículo envolvido, ouvida como testemunha. Pouco tempo depois, o condutor, acompanhado de advogado, apresentou-se espontaneamente à autoridade policial. Ele foi ouvido e depois liberado. O delegado informou ainda que o motorista é um policial militar da reserva remunerada, na patente de subtenente, e que ele teria confessado a autoria do impacto na motocicleta. Em sua fala, Antônio Mororó ressaltou que a apresentação se deu após a identificação da passageira e do veículo.
O investigado informou em interrogatório que não havia ingerido bebida alcoólica e que não estava em alta velocidade. No entanto, a análise técnica ficará a cargo da perícia. “A nossa equipe conseguirá analisar e legitimar a velocidade aproximada”. A Polícia Civil trabalha com dolo eventual. “Não será homicídio culposo no trânsito porque entende-se que houve assunção do risco. A pena varia de seis a 12 anos”, encerra.









