Parauapebas consome mais de 70 milhões de litros de água por mês

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Água é um recurso essencial para a vida, mas nem sempre é valorizado como deveria. É visível o desperdício do recurso hídrico em Parauapebas, torneira mal fechada, o banho demasiadamente demorado, a mangueira ligada sem uso, a lavagem de calçadas, os excessos na limpeza dos carros, entre outras práticas.

Em entrevista com a bióloga Mariana Abreu, responsável pela qualidade do SAAEP (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas), nos informou que são distribuídos hoje em Parauapebas 70 milhões de litros de água por mês, mais de 270 litros de água por dia por pessoa. Um valor acima da média nacional que diz que o consumo por dia deve ser de 200 litros por pessoa e segundo a ONU o consumo deveria ser 170 litros ao dia por pessoa.

Os impactos do desperdício da água são graves e traduzem-se na redução do abastecimento de água para a população, na menor disponibilidade de água nas reservas hídricas e na ocorrência de verdadeiras crises hídricas em tempos de seca. Por causa disso, é importante que todos façam a sua parte, desde o cidadão em sua casa, passando pelo Estado, até as diferentes práticas da economia.

A grande preocupação do município hoje é o baixo nível do rio Parauapebas, “hoje nos temos 4 Estações de Tratamento de Água (ETAs), dessas, 4 retiram água do rio Parauapebas e apenas uma que é a do bairro Tropical retira água de uma Lagoa. A seca normalmente começa no mês de Agosto, só que esse ano começou antecipado, em Julho. Neste mês de Agosto nossa média já chegou a 4,75 metros. O menor nível do rio foi menos de 3 metros em 2015, então já no mês de agosto chegamos a esse nível e ainda faltam setembro, outubro, novembro. Pedimos a população que tenha um cuidado redobrado com o consumo de água potável e que saibam usar com consciência”. Denotou a Bióloga, dizendo ainda que. “Em período de cheia na nossa capacitação a régua fluviométrica mede mais de 10 metros, hoje estamos à quatro metros a menos da metade. Verificamos que o rio está secando muito mais rápido. Quando chegar no meio já entramos num período de observação. Em alguns pontos o rio já secou em uma quantidade bem crítica. Para os próximos anos se a gente não cuidar esse período critico vai chegar muito mais rápido, essa ano ele chegou em julho ano que vem pode chegar em junho. Disse Mariana Abreu.
O SAAEP também procura fazer a sua parte e estar sempre atento e com uma equipe treinada e preparada para atender as ocorrências e manutenções para tornar o desperdício o mínimo possível.

Hoje o SAAEP atende cerca de 70 bairros de município, e sofre com crescimento desenfreado populacional de Parauapebas, outro fator que vem aumentando o consumo de água potável são as ligações irregulares que geralmente são feitas em bairros de invasão. Há inda um número exorbitante de inadimplência, cerca de 18 milhões, foi o valor da última contagem de saldo devedor.

Um exemplo citado na entrevista foi o bairro Cidade Jardim, “para o Cidade Jardim os poços foram planejados para uma quantidade, de acordo com o que foi informado pela empresa, quando na verdade a quantidade de lotes era superior. A população daquele bairro cresceu e já se sente a dificuldade de distribuição de água”. Disse a bióloga.
Visando a conscientização da população o SAAEP tem desenvolvido várias campanhas, a próxima terá como tema “Preservar é Preciso”. “A água é um bem comum, a água é um direito nosso, “Preservar é preciso”, preservar á água que utilizamos, o meio que a gente está. Também ter cuidados mínimos de não deixar o lixo próximo ao rio, esse não é um trabalho só do SAAEP ou do meio ambiente, mas de todos nós, esta é uma causa possível se todos abraçarem”. Finaliza.

Texto e fotos: Samara Guimarães

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