Parauapebas, queimadas causam grande impacto ao meio ambiente e a saúde pública

0
1145
images
Queimadas afetam o clima e a vegetação além de trazer doenças respiratórias para a população

As queimadas tem sido objeto de preocupação e polêmica em todo o Brasil, elas atingem os mais diversos sistemas ecológicos e tipos de agricultura, gerando impactos ambientais em escala local e regional. Infelizmente Parauapebas não ficou de fora, este ano várias queimadas foram feitas no município, zona rural e áreas de proteção ambiental, gerando sérias consequências para o solo e para a saúde dos munícipes.

As queimadas são provocadas, principalmente, pelo setor agrícola, na limpeza de terreno, cultivo de plantações ou formação de pastos. Embora a ação do homem seja a causa principal das queimadas, elas também acontecem por meio de descargas elétricas e reflexão de vidros entre ouros fatores. O grande problema desta prática é que o fogo alastra-se com grande velocidade e quando perto de florestas podem destruir rapidamente quilômetros de áreas verdes que se tornam improdutivas além de causar a destruição da fauna e flora; perda da absorção do solo, aumentando os índices de inundações, o aumento da liberação de dióxido de carbono, uma das principais causas do aquecimento global; erosão no solo e apoluição de nascentes, águas subterrâneas e rios por meio das cinzas.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), trabalha intensamente para mudar essa realidade no município, mas enfrenta a maior de todas as dificuldades, a consciência humana. “Hoje estamos realizando campanhas, pois se faz necessário que a população tenha uma conscientização maior da real consequência de uma queimada. Estamos investindo em educação ambiental, a SEMMA juntamente com a SEMED (Secretaria Municipal de Educação, SEAP (Secretaria Estadual de Agricultura e Pesca), ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e UFPA (Universidade Estadual do Pará), estão dando orientação da forma correta de queimar, como tirar a licença, e o que fazer para que a queimada não saia de controle e cause sérios danos a saúde e ao meio ambiente”. Denotou André Rosa, secretário municipal de meio ambiente, pontuando ainda que a maior dificuldade é pegar em flagrante pois quando a denúncia chega até a SEMMA, o culpado já foi embora do local.

As áreas de Proteção ambiental também não escaparam desse período mais seco, este ano já teve dois focos de incêndio não tão grandes mais significativos um na Flora de Carajás, que já foi combatido e outro na floresta Nacional do Tapirapé, que já está sendo combatido. “Na Amazônia temos dois períodos bem delimitados que é o período seco e o chuvoso, e este período seco pode ser considerado pior de todos os outros. Nos temos um programa de combate a incêndio onde e feito todo um planejamento no caso dessa emergência ambiental que é o incêndio florestal. Temos um monitoramento via satélite, quando acontece algum incêndio o sistema identifica e informa imediatamente o órgão mais próximo, para que sejam tomadas todas as medidas cabíveis em um menor tempo”. Pontuou Manoel dos Santos, analista ambiental e chefe da APA do Igarapé Gelado, denotando ainda que o ICMBio utiliza de todos os meios de comunicação para informar e conscientizar sobre os riscos, pois nesse período uma simples bagana de cigarro ou descarga de veículo pode causar um grande incêndio.

A melhor forma de fazer a queimada, é a forma controlada, licenciada e orientada por um técnico na área, um engenheiro agrônomo ou florestal, para que essa não saia do controle e cause danos maiores. No centro urbano a melhor forma é evita-la mantendo o terreno limpo, segundo André Rosa Aguiar, secretario de meio ambiente, a queimada pode ser legal se estiver devidamente licenciado, mas não é recomendável devido ás consequências que ela causa.

E inegável que as queimadas são nocivas para o meio ambiente em uma situação macro, em que todas as espécies de seres vivos são prejudicadas, fazer com que estas práticas sejam minimizadas ainda é um desafio, visto que envolve a cultura agrícola que ainda é muito forte em alguns locais, e a consciência ambiental que é mínima.

 

 

Deixe uma resposta