Uma operação da Polícia Federal (PF) revelou o que parece ser o fio de um novelo muito maior do que um simples crime financeiro. A prisão em flagrante do empresário Felipe, acompanhado de Ronaldy e Michel, servidor da Casa Civil do Estado, expôs um esquema estruturado que envolve “laranjas”, blindados, reação armada e contratos públicos milionários sob suspeita.
O sistema de controle bancário emitiu um alerta sobre uma movimentação atípica: Ronaldy entrou em uma agência do Banco do Brasil e sacou R$ 500 mil em espécie. Ao deixar o banco, ele se dirigiu a um veículo Land Rover blindado que o aguardava nas proximidades. A abordagem policial, no entanto, não foi pacífica. Ao notar a presença dos agentes, o empresário Felipe tentou fugir e reagiu apontando uma pistola contra a equipe da PF.
Para conter a agressividade do suspeito e garantir a segurança de testemunhas no local, os policiais precisaram efetuar disparos de advertência. Em depoimento, Ronaldy confessou que atuava como “laranja” do esquema. Ele recebia cerca de R$ 3 mil mensais para figurar como sócio de empresas sem exercer qualquer função administrativa, confirmando que o controle real das operações pertencia a Felipe. De acordo com o relatório da Polícia Federal, essa prática era a regra do grupo: utilizar funcionários e pessoas de confiança para registrar bens e movimentar recursos, ocultando o patrimônio real e a origem do capital.








