O novo Ranking do Saneamento 2026 acendeu um alerta preocupante sobre a realidade de municípios paraenses. De acordo com levantamento do Instituto Trata Brasil, diversas cidades do estado aparecem entre os piores desempenhos do país no acesso a serviços básicos, como coleta e tratamento de esgoto.
Entre os casos mais críticos está Santarém, que ocupa a última colocação no ranking nacional, com apenas 3,28% da população atendida por coleta de esgoto. O índice evidencia um cenário alarmante de ausência de infraestrutura sanitária adequada.
Outro município em destaque negativo é Parauapebas, que registra apenas 20,71% de cobertura de esgoto, com indicadores considerados insuficientes para avançar rumo à universalização do serviço até 2033, meta estabelecida pelo novo marco legal do saneamento.
Na Região Metropolitana, a situação também preocupa. Em Belém, apenas 25,27% da população tem acesso à coleta de esgoto, enquanto as perdas na distribuição de água chegam a quase 59%, refletindo problemas estruturais graves. Já Ananindeua apresenta pouco mais de 37% de cobertura, além de um investimento médio de apenas R$ 22,28 por habitante, um dos mais baixos do país.
Outros municípios paraenses também aparecem na lista, como Marabá, com cerca de 33% de cobertura de esgoto e desempenho abaixo do ideal em diversos indicadores.
O estudo aponta ainda que, de forma geral, as cidades com pior desempenho — grupo que inclui vários municípios do Pará — investem em média R$ 77,58 por habitante em saneamento, valor muito inferior aos R$ 225 necessários para garantir a universalização dos serviços até 2033.
Além da baixa cobertura, o ranking evidencia problemas estruturais, como a falta de tratamento adequado de esgoto e perdas elevadas na rede de abastecimento de água. Esses fatores impactam diretamente a saúde pública, aumentam o risco de doenças e comprometem a qualidade de vida da população.
O levantamento também reforça a desigualdade regional no Brasil. Enquanto cidades das regiões Sul e Sudeste já apresentam níveis próximos da universalização, municípios do Norte — especialmente no Pará — ainda enfrentam desafios históricos relacionados à infraestrutura precária e ao baixo volume de investimentos.
Informações por Roma news / Agência Brasil / Tânia Rego
Foto por Roma news / Agência Brasil / Tânia Rego








