Seminário orienta produtores de Parauapebas sobre importância de regularização fundiária

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No município, 70% das propriedades rurais precisam de documentação, o que emperra benefícios às famílias, como financiamento para investimentos

Seminário realizado pela Prefeitura de Parauapebas na última terça-feira, 17, orientou famílias do campo sobre regularização das suas terras. Atualmente, no município, 70% das propriedades rurais não possuem regularização fundiária. A iniciativa da prefeitura visou informar, auxiliar e facilitar a vida e o processo que essas famílias precisam seguir para obter tal regularização.

O seminário contou com a presença de secretários de Estado; dos secretários municipais de Produção Rural, Elson Cardoso, e de Meio Ambiente, Dion Leno; do coordenador de Terras de Parauapebas, Evaldo Cantanhede; Francisco Marques, do Incra; e representantes de movimentos sociais do município.

O secretário adjunto de Gestão de Recursos Hídricos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Raul Protázio, ministrou palestra sobre “Produção rural e conservação ambiental: Aliados no desenvolvimento econômico”. “Esse seminário é importante para conscientizar o produtor das necessidades deles, de tudo que eles precisam para sua regularidade, para ele se financiar, se fomentar e para Parauapebas conseguir se desenvolver economicamente em uma matriz diferente da mineração”, pontuou Protázio.

“É importante para os agricultores do município porque nos dá uma dimensão das nossas necessidades de documentação. Temos uma grande oferta de merenda escolar, mas só é possível participar desse processo de venda direta se estiver documentado. O documento é o que nos identifica. Ter uma propriedade sem documentação, ela fica sem legitimidade. Por isso estamos aqui, buscando essas informações”, disse o presidente da Associação de Ovinos, Caprino e Pequenos Animais de Parauapebas e Região de Carajás (Ascopac), Glaydson de Souza.

“Regularização de terras no Pará: Contexto atual e perspectivas” foi o tema do bate-papo conduzido pelo presidente do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Bruno Kono. “É uma agenda prioritária. A regularização fundiária é um clamor social de décadas. Esse evento ajuda justamente a gerar essa conexão com quem precisa do nosso trabalho e com o servidor público que também trabalha nessa área. A gente espera de fato conseguir através desse método, dessa dinâmica, entregar aquilo que essas pessoas precisam, que é a sua regularização”, ressaltou.

Texto: Rayssa Pajeú / Fotos: Irisvelton Silva
Assessoria de Comunicação – Ascom

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