Vale inicia operação de caminhões autônomos em seu maior complexo, no Pará

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Em Carajás, autônomos irão conviver com caminhões tradicionais. Empregados estão sendo treinados para atuar com a nova tecnologia

Parauapebas, 2/9/2021 – A Vale iniciou a operação de seis caminhões fora de estrada autônomos no Complexo de Carajás, no Pará. Até o final do ano serão dez veículos operando no local. A inciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas para ampliar a segurança dos empregados, tornar a operação mais ambientalmente sustentável e obter ganhos de competitividade. A implantação está sendo acompanhada de um plano de recursos humanos para capacitar os empregados a trabalhar com as novas tecnologias digitais.

Os caminhões autônomos com capacidade para transportar 320 toneladas estavam em teste em uma área isolada de Carajás desde 2019. Esta semana eles iniciaram a fase final de testes na mina N4E e ontem, quarta-feira (2/9), entraram oficialmente em produção. No Complexo de Carajás, os autônomos conviverão com os caminhões convencionais.

“A introdução dos caminhões autônomos em Carajás é mais um passo da Vale rumo à ambição de se tornar referência em segurança na mineração e em direção à meta de reduzir as emissões de carbono em 33% até 2030”, afirma Antônio Padovezi, diretor do Corredor Norte da Vale. “A tecnologia reduz a exposição dos empregados aos riscos inerentes à atividade e traz também benefícios ambientais, reforçando nosso novo pacto com a sociedade”.

Pessoas no centro das decisões
No caminhão autônomo não há operador na cabine. Mas as pessoas seguem tendo papel relevante na operação autônoma. Além da convivência com outros caminhões convencionais na operação, outros equipamentos que circulam pela mina, como motoniveladoras e tratores, continuarão sendo tripulados. Atualmente, em Carajás, são mais de duas centenas de caminhões e equipamentos móveis, que suportam a atividade de lavra e tem interface com os caminhões.

Empregados são treinados para atuar com a tecnologia dos autônomos

Grupo de operadores desses veículos que irão interagir com os autônomos receberam treinamento. Já foram capacitados 32 operadores e até o final do ano este número chegará a 120. Serão 208 horas de treinamento para cada operador, totalizando quase 25 mil horas.

O operador de esteira e motoniveladora, André Costa Magalhães, 41 anos, está há 11 na Vale e foi um dos operadores treinados para ter interface com o caminhão autônomo. “Minha atividade mudou hoje, atuava na convencional e tive oportunidade de fazer parte da mina autônoma muito bacana, segura e agora faço parte dos primeiros operadores da mina autônoma, estou muito feliz”, conta ele.

Para essa interface com os autônomos, os equipamentos foram adaptados com um painel chamado PTX. O operador de pá escavadeira, pá mecânica e que também operava caminhão, Daniel Pacheco explica como funciona o aparelho. “O PTX é o monitoramento de todos os equipamentos autônomos, a gente define manobra, pré-manobra, bloqueio, tudo a gente interage no ptx. A diferença é que está prático, mais rápido, antes a gente chamava o operador para encostar na máquina, e hoje vamos na tela do ptx e definimos todas as manobras que o caminhão precisa”, explica Daniel.

Daniel Pacheco, operador de pá escavadeira e pá mecânica, foi um dos treinados para atuar agora na mina autônoma

Nos próximos 12 meses, a operação será assistida pelo fornecedor dos caminhões. A previsão é que, após esse período, a Vale assuma totalmente a operação. Quando isso ocorrer, novos postos de trabalho também serão criados em salas de controle, distante da frente de lavra.

“A implantação dos autônomos na operação está sendo feita com a preocupação de se manter as pessoas no centro das decisões”, explica o gerente do Programa Autônomos, Pedro Bemfica. “A introdução da tecnologia digital impulsiona a evolução das competências profissionais dos empregados e os torna mais preparados para a tendência de transformação digital da indústria”.

Segurança
Os caminhões autônomos são controlados por sistemas de computador, GPS, radares e inteligência artificial, percorrendo a rota entre a frente de lavra e a área de descarga. Ao detectar riscos, os equipamentos paralisam suas operações até que o caminho volte a ser liberado. Os sensores do sistema de segurança são capazes de detectar tanto objetos de maior porte, como grandes rochas e outros caminhões, até seres humanos que estejam nas imediações da via. Com isso, situações de risco, como tombamento e colisão, foram eliminadas.

Meio ambiente e competitividade
A operação autônoma também traz relevantes benefícios ambientais. O desempenho mais constante dos caminhões e o aumento da sua velocidade média permitirá uma redução de cerca de 5% no consumo de combustível, o que resulta em volume mais baixo de emissões de CO2 e particulados. Com base em dados do mercado, espera-se um aumento da vida útil dos equipamentos na ordem de 7%, o que reduz a geração de resíduos como peças e lubrificantes, e um desgaste 25% menor dos pneus, o que também levará a uma menor geração de resíduos desse item.

Além dos caminhões, já estão em operação no Complexo de Carajás quatro perfuratrizes autônomas. Mais três perfuratrizes começarão a operar até o final do ano. A operação autônoma começou a ser implantada pela Vale na mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), em 2016, e hoje abrange todos os 13 caminhões fora de estrada dessa unidade. Desde a implantação em Brucutu, não foi registrado nenhum acidente causado pelos caminhões.

Tecnologia em expansão
O programa de autônomos da Vale continua em expansão, com um investimento total de cerca de US$ 34 milhões em 2021. Até o final do ano estarão em operação em toda a empresa 23 caminhões, 21 perfuratrizes e três pátios (empilhadeiras e recuperadoras) em Pará, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No exterior, a operação autônoma já é realidade no Canadá, com perfuratrizes e carregadeiras para minas subterrâneas, e na Malásia, com máquinas de pátio.

Vale.com

 

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