Após oito dias desaparecida, a adolescente Valentina Irene Alves Pereira, de 15 anos, foi encontrada morta nesta quarta-feira (2), em uma área de mata localizada nos fundos do Residencial Tiradentes, em Marabá, no sudeste do Pará. Três pessoas suspeitas de envolvimento no crime foram presas durante uma operação da Polícia Civil.
Segundo a investigação, apresentada em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (3), o assassinato teria sido motivado pela disputa entre facções criminosas. O caso começou depois que uma fotografia de Valentina fazendo um gesto associado a um grupo rival circulou entre integrantes de uma organização criminosa. Após uma espécie de interrogatório, os envolvidos teriam determinado a morte da adolescente.
Ainda conforme a Polícia Civil, Valentina foi levada do núcleo Cidade Nova para uma área de mata no bairro Morada Nova. Ela teria ido ao local acreditando que estaria acompanhada de pessoas conhecidas. No entanto, acabou sendo mantida presa e amarrada por aproximadamente 15 horas.
A adolescente foi assassinada com mais de dez golpes de faca e um disparo de arma de fogo na boca. Segundo as investigações, parte do crime foi gravada pelos envolvidos para servir como comprovação de que a ordem de execução havia sido cumprida.
As prisões ocorreram durante uma ação que reuniu equipes da Delegacia de Homicídios, da Deaca e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core). Foram detidos Adriele Vitória Silva dos Santos, Leonarda Sousa Silva, conhecida como “Léo”, e Jonas Mikael da Silva Rocha, chamado de “Black”.
Jonas tentou fugir ao perceber a chegada dos policiais, pulando muros, mas foi localizado e preso em flagrante. Com ele, os agentes encontraram drogas e uma arma. Durante o interrogatório, ele teria admitido que ajudou os executores com apoio logístico e apontado Adriele como uma das pessoas que participaram diretamente da morte.
A localização do corpo ocorreu de uma forma inesperada. Na área de mata, Adriele teria indicado aos policiais o local onde os golpes foram desferidos e, em seguida, sentou no chão e conversou tranquilamente com os agentes. A atitude chamou a atenção dos peritos, que perceberam que a terra estava remexida justamente no ponto onde ela havia sentado. Após escavarem o local, os policiais encontraram o corpo da adolescente em uma cova rasa.
Celulares apreendidos com os suspeitos também foram recolhidos para perícia. De acordo com a Polícia Civil, os aparelhos possuem fotos e vídeos que registram momentos de tortura e da execução de Valentina. O material será analisado para ajudar na identificação de outros envolvidos no crime.
A Polícia Civil continua as investigações. O corpo da adolescente foi liberado para a família, que ficou responsável pelo sepultamento.








