A Zona da Mata mineira enfrenta uma das maiores tragédias provocadas pelas chuvas dos últimos anos. O número de mortos já chega a 62 nas cidades de Juiz de Fora e Ubá, enquanto equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais seguem mobilizadas nesta sexta-feira (27) nas áreas mais atingidas. Ainda há desaparecidos e o risco de novos deslizamentos mantém o cenário em alerta máximo.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta vermelho de grande perigo para a região. A previsão indica volumes superiores a 60 milímetros por hora ou mais de 100 milímetros em 24 horas, o que eleva significativamente o risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamento de rios.
Juiz de Fora concentra o maior número de vítimas. De acordo com o balanço mais recente, 56 pessoas morreram e cinco continuam desaparecidas. Um novo deslizamento atingiu três casas no Bairro Bom Clima, ampliando as frentes de busca e resultando no registro de mais um desaparecido.
Apesar da gravidade, 51 pessoas foram resgatadas com vida no município. As chuvas também deixaram um grande número de atingidos: 700 pessoas estão desabrigadas e acolhidas em abrigos públicos, enquanto cerca de 3,5 mil ficaram desalojadas e precisaram buscar abrigo com parentes ou amigos. A prefeitura segue monitorando áreas de risco e reforçando o atendimento emergencial às famílias afetadas.
Em Ubá, seis mortes foram confirmadas e duas pessoas permanecem desaparecidas. As equipes de resgate continuam atuando nas áreas atingidas. No município, 80 pessoas foram resgatadas com vida, 25 estão desabrigadas e 396 desalojadas.
Segundo o Inmet, o alerta vermelho indica grande perigo, com possibilidade de acumulados elevados de chuva em curto período. O cenário mantém alto o risco de novos deslizamentos, enchentes e transbordamentos na Zona da Mata.
As autoridades orientam que moradores de áreas vulneráveis acompanhem os avisos da Defesa Civil e acionem o Corpo de Bombeiros em caso de emergência. A situação segue sendo monitorada em tempo real, enquanto os trabalhos de busca e assistência continuam nas cidades afetadas.










