Jake Rosmarin, um passageiro de um cruzeiro onde três pessoas morreram, decidiu relatar o clima de medo e incerteza a bordo da embarcação MV Hondius, que permanece isolada na costa de Cabo Verde. As autoridades ainda investigam a causa de um possível surto de hantavírus.
Segundo ele, a falta de informações claras tem agravado a tensão entre os ocupantes do navio. A Organização Mundial da Saúde informou no domingo que um caso de infecção por hantavírus foi confirmado em laboratório, enquanto outros cinco seguem sob investigação. Entre os seis afetados, três morreram e um está internado em estado grave na África do Sul.
A empresa responsável pela embarcação, Oceanwide Expeditions, divulgou uma linha do tempo mostrando que o caso se desenvolve há semanas. Um passageiro holandês morreu em 11 de abril, sem causa confirmada. Ele foi desembarcado posteriormente na ilha de Santa Helena. Já em 2 de maio, um terceiro passageiro, de origem alemã, morreu, também sem causa confirmada até o momento.
De acordo com a empresa, uma variante de hantavírus foi identificada nesse paciente, de nacionalidade britânica. O navio permanece com 149 pessoas a bordo, de mais de 20 nacionalidades. Evacuações médicas e desembarques dependem de autorização das autoridades sanitárias locais. Medidas rigorosas de precaução foram adotadas a bordo, incluindo isolamento, protocolos de higiene e monitoramento constante.









