Pará mantém a maior geração de postos formais de trabalho na construção civil

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
De fevereiro de 2020 a janeiro deste ano, foram criadas mais de 5 mil vagas no setor. Obras públicas estaduais contribuem para esse saldo positivo.

Canteiros de obras se espalham por todas as regiões do território paraense, corroborando o estudo divulgado, nesta terça-feira (23), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), cujos dados mostram que o Pará foi o estado que mais gerou empregos formais no setor da construção civil, no período de fevereiro de 2020 a janeiro de 2021. Nesse período, foram abertos 5.273 postos de trabalho.

Segundo o estudo, a maioria dos estados do Norte do Brasil apresentou saldo positivo no comparativo entre admitidos e desligados, com destaque ao Pará, com a geração de 5.273 postos de trabalho, seguido pelo Tocantins, com a geração de 3.676 postos, e de Roraima, que registrou 1.545 postos de trabalho.

Desde o início da gestão, o governo do Estado deu andamento a obras de grande porte nas áreas de saúde, infraestrutura, habitação, saneamento, educação e mobilidade urbana. Mesmo diante de uma crise sanitária que atinge todos os países, o Executivo concentra esforços para executar obras necessárias, que ajudam a gerar empregos diretos e indiretos, e a manter a economia aquecida.Na capital e no interior do Estado as obras avançam, melhorando a mobilidade e gerando emprego e rendaFoto: Bruno Cecim / Ag.Pará

As obras do Projeto Nova BR, de requalificação da Rodovia BR-316 – principal via de entrada e saída de Belém -, integram um amplo projeto de mobilidade urbana, que vai beneficiar cerca de 2,5 milhões de pessoas. O projeto começou a ser executado na atual gestão, com previsão de conclusão dos mais de 10 quilômetros incluídos no projeto até o final deste ano. Só nas várias frentes de obras atuam 630 trabalhadores.Wilson Fernandes, analista de Qualidade na obra de requalificação da Rodovia BR-316Foto: Divulgação

“Eu estava trabalhando pelo interior do Pará, e quando veio a pandemia muitas obras pararam. Acabei retornando para minha cidade de origem, Salvador (BA), onde fiquei desempregado por três meses. A gente fica preocupado, a ansiedade de querer passar por esse momento e voltar a trabalhar é grande. Foi quando uma colega de trabalho me ligou para trabalhar na obra de requalificação da BR-316. Toda a obra de infraestrutura tem o desafio da engenharia e o legado para a sociedade. A gente que trabalha aqui hoje, e que vê a dificuldade de locomoção e da mobilidade urbana, vê que o projeto é muito interessante para o próprio crescimento de Belém”, disse Wilson Fernandes, analista de Qualidade, que atua no projeto Nova BR.

Esse cenário também é decorrente das articulações e das políticas de emprego que vêm sendo desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).

Impulso – “Este resultado está claramente ligado ao trabalho que o governo vem realizando com a atração de novos investimentos, o que permite dar estrutura e infraestrutura para implantação de novas empresas e o impulso na construção de grandes obras. O Pará tem se adiantado com proposições e projetos econômicos, sobretudo aos mais vulneráveis, aos trabalhadores essenciais. O novo pacote econômico apresentado pelo governo (R$ 500 milhões para reduzir os impactos da pandemia em vários setores) nos dá condições de pensar em situações melhores daqui pra frente”, reforçou o titular da Seaster, Inocencio Gasparim.As intervenções nas vias urbanas também são decisivas no saldo positivo de geração de postos de trabalhoFoto: Bruno Cecim / Ag.Pará

As obras na Região Metropolitana de Belém continuam avançando mesmo com cinco municípios em lockdown (https://agenciapara.com.br/noticia/25945/), por se enquadrarem como essenciais, de acordo com o Decreto Estadual nº 800/2020, e serem  importantes avanços na mobilidade e qualidade de vida da população.

“Fazer uma obra de grande porte em plena pandemia é um desafio logístico por causa da escassez dos produtos. Um desafio com a saúde dos trabalhadores e com o projeto, pois são obras de grande importância para a comunidade de Belém”, disse o analista Wilson Fernandes.

  www.agenciapara.com.br

VEJA ISSO TAMBÉM