A crueldade do Massacre de Eldorado do Carajás

    Foto de Roberto Stuckert Filho/Agência O GLOBO

O massacre de Eldorado do Carajás completa hoje 25 anos

Tudo aconteceu as margens da PA- 150, no município de Eldorado do Carajás, os trabalhadores rurais sem terras estavam acampados na conhecida Curva do S quando foram surpreendidos por dois ônibus que cheios de polícias que cercou os trabalhadores deixando eles sem saída, um batalhão estava de um lado da pista sentido Marabá e o outro sentido Curionópolis.

Na tarde de 17 de abril de 1996 os trabalhadores sem terra foram mortos com requinte de crueldade por esses policiais, não eram balas de borracha relembra uma das sobreviventes do massacre. A pista estava cheia de mulheres e crianças quando os PM´S chegaram atirando.

Os sem terra estavam marchando com o objetivo de chegar à capital Belém e com o intuito de que agilizasse o processo de desapropriação da Fazenda Macaxeira que era improdutiva.

A Polícia Militar chegou para matar, conta um sobrevivente, a operação policial foi autorizada pelo então governador Almir Gabriel (PSDB), que negou ter dado a ordem para matar, apenas dois policias foram condenados sendo um deles o coronel Mario Pantoja que foi sentenciado a 228 anos de cadeia e que ficou apenas 4 anos em regime fechado, ele morreu em 2020 por complicações devido a Covid19. O outro foi major José Maria Pereira condenado a 156 anos de prisão, que aconteceu apenas em 2012.

Segundos legistas eram claros os sinais de execução em pelo menos dez corpos, alguns sem parte da cabeça era um indicio de disparos feitos a curta distância, os disparos atingiram principalmente as partes de tórax e cabeça, sinal de que não tinham sido para amedrontar.

A Fazenda Macaxeira foi desapropriada em 1997, e ali foi inaugurado o Assentamento 17 de abril.

Na data de hoje 17 de abril, sábado foi promovido um grande mutirão solidário em que os trabalhadores sem terra distribuíram alimentos em todo o Brasil, devido a pandemia do novo Corona vírus para famílias em estado de vulnerabilidade.

Uma live foi feita para relembrar os mortos do massacre e os demais que foram mortos na luta por direito a terra e moradias dignas para o povo do campo.

  Da redação

 Foto: Roberto Stuckert Filho/Agência O GLOBO

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