A operação ocorreu simultaneamente em diversas cidades, incluindo Juazeiro do Norte, Fortaleza, Itaitinga e Eusébio, no Ceará; São Paulo, Embu das Artes e Santana de Parnaíba, em São Paulo; Cuiabá e Várzea Grande, no Mato Grosso; e Marabá, no Pará. Durante as diligências, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias e da indisponibilidade de bens dos investigados.
A Polícia Civil do Ceará, com o apoio das polícias civis de São Paulo, Mato Grosso e Pará, deflagrou na última quarta-feira (2), a “Operação Quéfren”, visando prender suspeitos e apreender bens de agentes de plataformas e influenciadores digitais envolvidos na divulgação e promoção de jogos de azar ilegais no Brasil.
Os suspeitos utilizavam suas redes sociais para atrair seguidores, exibindo ganhos fictícios em jogos como o “Jogo do Tigrinho”. Além disso, há indícios de lavagem de dinheiro e possível prática de estelionato. As investigações apontam que os principais alvos da operação são influenciadores digitais e agentes de plataformas que promoviam cassinos online não autorizados.
O esquema movimentou milhões de reais nos últimos três anos, segundo os investigadores. Os influenciadores digitais eram remunerados de diversas formas, desde pagamentos fixos por publicações até comissões baseadas no número de novos usuários cadastrados e no montante apostado nas plataformas.
Especialistas alertam que influenciadores digitais podem ser usados como iscas para atrair novas vítimas, criando uma falsa impressão de ganhos fáceis. Para evitar cair em golpes, é essencial verificar se a plataforma é regulamentada, desconfiar de promessas irreais e denunciar práticas suspeitas às autoridades competentes.
As polícias envolvidas reforçaram que o combate a jogos de azar ilegais e lavagem de dinheiro continuará, visando coibir atividades que lesam financeiramente milhares de brasileiros.